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UMA/UEMS lidera mobilização contra o mosquito Aedes aegypti e amplia ações de saúde e bem-estar em MS

Campanha promove oficinas e ações educativas em comunidades urbanas, indígenas e quilombolas de MS

Diante do aumento dos casos de dengue, zika e chikungunya em Mato Grosso do Sul, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), por meio do Programa de Extensão Universidade da Maturidade (UMA), iniciou uma mobilização estadual voltada ao enfrentamento do mosquito Aedes aegypti e à promoção da saúde coletiva.


A iniciativa ocorre ao longo de abril de 2026 e envolve ações educativas e práticas em diferentes territórios, incluindo comunidades indígenas, quilombolas e urbanas. A proposta reforça o compromisso da universidade pública com a prevenção de doenças e a melhoria da qualidade de vida da população sul-mato-grossense.


Ações educativas e mobilização comunitária


As atividades desenvolvidas pela UMA/UEMS têm como foco a conscientização sobre medidas simples e eficazes para combater o mosquito transmissor das arboviroses. Entre as orientações estão evitar água parada, manter reservatórios vedados, limpar calhas e realizar o descarte adequado de resíduos.


Com as orientações, a mobilização busca fortalecer o engajamento comunitário, incentivando a participação ativa da população na construção de ambientes mais saudáveis. A proposta também destaca o papel da educação como ferramenta essencial na promoção da saúde pública.


Segundo a coordenação do programa, a ação integra conhecimento científico e saberes populares, ampliando o alcance das estratégias de prevenção e fortalecendo a cidadania.


Oficinas práticas nos polos da UMA

Como parte da campanha, serão realizadas oficinas voltadas à produção de soluções acessíveis e sustentáveis para o combate ao mosquito. As atividades ocorrem em diferentes polos da UMA/UEMS:


Dourados (Comunidade Indígena da RID)

08 de abril - Oficina de produção de repelente natural. Integra saberes tradicionais e orientações científicas para proteção individual e coletiva contra o mosquito.


Jaraguari (Comunidade Quilombola Furnas do Dionísio)

16 de abril - Oficina de produção de difusores naturais. Promove alternativas sustentáveis para proteção dos ambientes domésticos e comunitários.


Campo Grande (Comunidade Urbana)


17 de abril - Oficina de construção de armadilhas para mosquitos. Ensina técnicas simples e eficazes para captura e monitoramento do vetor, contribuindo para redução de focos.


As oficinas foram estruturadas para oferecer soluções replicáveis e de impacto imediato, respeitando as especificidades de cada território atendido.


Atenção a territórios vulneráveis

Para a coordenadora do polo indígena em Dourados, professora Tatiane Ortiz Rodrigues “a Reserva Indígena de Dourados apresenta um cenário epidemiológico crítico, com elevada concentração de casos de Chikungunya, além de condições ambientais que favorecem a proliferação do vetor, evidenciando a urgência de ações educativas e preventivas integradas. A UMA tem muito a contribuir nessa agenda considerando que temos uma disciplina de Meio Ambiente e Sustentabilidade na formação extensionista”.


Já para a professora Clemilda Martins Serafim de Souza, coordenadora do polo quilombola em Jaraguari, “embora não haja dados epidemiológicos específicos sistematizados para a comunidade quilombola de Furnas do Dionísio, evidências regionais indicam que áreas com vulnerabilidade socioambiental semelhante apresentam maior risco para arboviroses. Fatores como limitações de saneamento e condições ambientais favorecem a proliferação do mosquito, reforçando a necessidade de ações educativas e preventivas voltadas a essas populações.”


Universidade pública como agente de transformação


Luciano Paulo de Almeida Souza, professor coordenador da expansão da UMA/UEMS, reforçou que “além da dimensão educativa, a mobilização busca fortalecer o engajamento comunitário, incentivando a participação ativa da população na construção de ambientes mais saudáveis”.


De acordo com o coordenador geral da UMA/UEMS, Prof. Dr. Djanires Neto, a ação reforça o papel da educação na promoção da saúde pública “nosso objetivo é levar informação acessível e mobilizar a comunidade para a prevenção. Quando cada pessoa faz a sua parte, conseguimos reduzir significativamente os riscos e proteger vidas. A Universidade da Maturidade, a UEMS e a Secretaria de Estado de Educação (SED), parceria no Programa, atuam justamente nesse elo entre conhecimento e transformação social”, destaca a coordenação.


Gisleine Rodrigues


 
 
 

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