Startup Pantabio assina termo com Semadesc, Embrapii e UFV com foco em pesquisas junto a bioinsumos florestais
- UEMS - Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

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Na última quinta-feira (12) a startup Pantabio, criada com apoio do Setor de Incubadoras e Empresas Juniores da Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (PROEC), da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e desenvolvida na Unidade Universitária de Aquidauana pelo CEO prof. Dr. Tiago Calves, deu um importante passo rumo ao fortalecimento e aporte financeiro para pesquisa e inovação.
Em evento ocorrido no auditório da Secretaria de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), foi assinado Acordo de Parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). A iniciativa formaliza a cooperação técnica e científica para execução do projeto “Biológico para implantação de mudas de eucalipto – validação de protocolos de aplicação e testes de eficácia”, voltado ao setor florestal.
Conforme a Semadesc, o acordo envolve a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a startup sul-mato-grossense Pantabio, com interveniência da Fundação Arthur Bernardes, e prevê pesquisa aplicada, transferência de recursos, gestão administrativa e execução conjunta do plano de trabalho. Trata-se de um marco histórico na política estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado. Na prática, a parceria conecta universidade e empresa para desenvolver soluções tecnológicas sustentáveis destinadas à implantação de mudas de eucalipto, ampliando a produtividade e reduzindo riscos climáticos nas florestas plantadas.
O reitor da UEMS, prof. Dr. Laércio de Carvalho, destaca o orgulho da caminhada de inovação da startup. "Tenho muito orgulho dessa iniciativa, conduzida pelo prof. Calves e profa. Mércia na UEMS/Aquidauana. O projeto já foi, inclusive, finalista nacional da etapa Centro-Oeste do Prêmio Finep. A consolida seu papel estratégico no desenvolvimento regional ao impulsionar, por meio da startup Pantabio, uma agenda inovadora de pesquisa voltada aos insumos provenientes do Pantanal, valorizando a biodiversidade local com inovação científica, sustentabilidade e geração de conhecimento aplicado", ressaltou o reitor.
Para Laércio, ao articular ciência, tecnologia e empreendedorismo, "a Pantabio, por meio da parceria público-privada com a Embrapii e a UFV transforma potencial biológico em soluções inovadoras, fortalecendo a bioeconomia, promovendo desenvolvimento socioeconômico e consolidando a UEMS como protagonista na produção de inovação comprometida com o território e com o futuro do Mato Grosso do Sul. A potencialidade da Pantabio está diretamente ligada ao cenário da Rota da Celulose, mostrando sua capacidade de diversificar sua produção e pesquisa nessa área. Isso se reflete no Ensino, na Pesquisa e na Extensão da UEMS".
“Estamos demonstrando que Mato Grosso do Sul não é apenas um grande produtor de florestas plantadas, mas um território capaz de gerar tecnologia com identidade própria. Ao integrar startups, universidades, centros de excelência e empresas como Arauco e Bracell, criamos um ambiente colaborativo que transforma ciência em competitividade. Esse é o caminho para fortalecer nossa estratégia de bioeconomia, reduzir riscos climáticos no campo e agregar valor à principal cadeia industrial do Estado”, afirmou.
Ao final, os representantes das instituições formalizaram a assinatura do acordo de pesquisa, em um ato que reforça o compromisso do Governo do Estado com a convergência entre ciência, tecnologia, setor produtivo e políticas públicas. “A expectativa é que o projeto gere impactos diretos na produtividade florestal, fortaleça a imagem de Mato Grosso do Sul como território de inovação sustentável e amplie a atração de investimentos em biotecnologia”, finalizou o secretário-executivo Ricardo Senna.
De acordo com o secretário, o Mato Grosso do Sul vem atraindo empresas porque reúne talentos, laboratórios universitários qualificados e políticas públicas consistentes, alinhadas à estratégia de neutralidade de carbono e à bioeconomia. “Queremos que esse fluxo se torne orgânico: a empresa procura a universidade, estrutura a parceria e encontra, na Fundect e nos instrumentos de fomento do Estado, o apoio necessário para transformar pesquisa em solução tecnológica”, afirmou.

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