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COE confirma sétima morte por Chikungunya em Dourados e alerta a população

Vítima era paciente de 77 anos, do sexo masculino, indígena, que apresentou os primeiros sintomas em 10/02/2026, foi a óbito em 14/03/2026, e tinha diagnóstico de câncer; confirmação ocorreu após investigação da Secretaria Municipal de Saúde, com apoio do Laboratório Central (Lacen) do Governo do Estado

Integrantes do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública realizam reuniões diárias para avaliar os trabalhos e definir ações de curto e médio prazos. Divulgação/Assecom
Integrantes do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública realizam reuniões diárias para avaliar os trabalhos e definir ações de curto e médio prazos. Divulgação/Assecom

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e o avanço da doença no perímetro urbano do município, confirmou nesta terça-feira (14) a sétima morte em decorrência de complicações da doença e alertou a população para a importância de todos entrarem nessa guerra contra o mosquito Aedes aegypti. “Infelizmente as pessoas estão relativizando o problema e percebemos que muitas famílias não estão levando essa epidemia a sério”, lamentou o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que é coordenador-geral do COE. 


O paciente que teve a morte confirmada por Chikungunya tinha 77 anos, era do sexo masculino, indígena, com comorbidade (câncer) e morreu no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá). Ele apresentou os primeiros sintomas para a doença em 10/02/2026, foi a óbito em 14/03/2026. É a sétima morte de morador da Reserva Indígena de Dourados, onde estão concentrados o maior volume de diagnóstico da doença, com 2.012 casos prováveis, 1.461 casos confirmados, 479 casos descartados, 545 casos em investigação, num total de 2.485 notificações e 399 atendimentos hospitalares.


Na sexta-feira passada (10), o COE havia confirmado a sexta morte em decorrência da doença. A vítima, do sexo masculino, tinha 55 anos, foi internada no Hospital da Missão Caiuá no dia 1 de abril e faleceu no dia 3 de abril em razão de complicações pela doença. Na segunda-feira, o COE informou que outras três mortes continuam em investigação, entre elas uma menina de 10 anos, que estava internada no Hospital Regional de Dourados e não residia na Reserva Indígena, bem como um homem que tinha 63 anos de idade, que estava internado no Hospital Unimed e era morador do Parque das Nações II, região onde foi diagnosticado o avanço mais forte da doença.


O Informe Epidemiológico divulgado nesta terça-feira (14) aponta que Dourados tem hoje 40 pacientes internados com Chikungunya, sendo 2 no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 21 no Hospital Universitário HU-UFGD, 5 no Hospital Cassems, 8 no Hospital Regional, 1 no Hospital Unimed, 1 no Hospital da Vida e 2 no Hospital Evangélico Mackenzie. Em números gerais, o município tem 3.681 casos prováveis de Chikungunya, com 1.701 casos confirmados, 780 casos descartados, 2.760 casos em investigação, com uma taxa de positividade de 68,6%.

 
 
 

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