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COOASGO lidera projeto de suinocultura de baixo carbono com foco na inovação, ciência e geração de valor no campo

Com apoio e patrocínio de players do agronegócio, como a Cargill/Nutron, cooperativa lidera uma nova etapa da suinocultura sustentável

Crédito da imagem: IBS – Instituto BioSistêmico
Crédito da imagem: IBS – Instituto BioSistêmico

 

A Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (COOASGO) está à frente de um movimento inédito na suinocultura do Centro-Oeste brasileiro ao implantar o Projeto Suinocultura de Baixo Carbono, iniciativa desenvolvida em parceria com a Cargill Nutrição e Saúde Animal, Instituto BioSistêmico (IBS) e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), com foco em sustentabilidade, eficiência produtiva e geração de valor econômico aos cooperados.


O projeto propõe transformar o manejo dos dejetos da suinocultura, unindo ciência aplicada, tecnologia, gestão ambiental e capacitação técnica.


A proposta é reduzir impactos ambientais, reaproveitar nutrientes, diminuir custos produtivos e abrir novas oportunidades, como a geração de biogás e créditos de carbono, fortalecendo a competitividade do setor.


Pilares do projeto “Suinocultura de baixo carbono”


De acordo com dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Mato Grosso do Sul ocupa atualmente a 6ª posição nacional no efetivo de rebanho suíno, com produção anual de aproximadamente 315 mil toneladas de carne suína, consolidando-se como um polo estratégico da atividade. Esse crescimento reforça a necessidade de práticas sustentáveis, objetivo central do projeto liderado pela COOASGO.


A iniciativa é estruturada em três pilares principais. O primeiro envolve o estudo e a definição de rotas seguras para o tratamento de resíduos líquidos da suinocultura, priorizando conformidade ambiental, redução de custos, reaproveitamento de nutrientes e potencial energético.


O segundo pilar é voltado à pesquisa sobre a produção de biogás e sua conversão em créditos de carbono, conduzida pelo IBS com base em critérios internacionais como VCS e Gold Standard.


O terceiro eixo é científico, desenvolvido em parceria com a UFGD, responsável por diagnósticos técnicos, coletas periódicas, análises laboratoriais e diretrizes para o uso correto dos dejetos como biofertilizantes.


Sustentabilidade como impulsionador de produtividade


Para o gerente de produção da COOASGO, Marcos Piaia, o projeto representa uma mudança estrutural na atividade. “A Suinocultura de Baixo Carbono é uma virada de chave para nossos cooperados. Estamos unindo inovação, ciência e responsabilidade ambiental para construir um modelo produtivo mais eficiente, limpo e competitivo”, afirma.


Além dos benefícios ambientais, a proposta transforma os dejetos em ativos com valor econômico, energético e ecológico. A fertirrigação, a produção de biogás e a possibilidade de créditos de carbono contribuem para a redução de gases de efeito estufa, economia de energia e insumos, diminuição de passivos ambientais e fortalecimento da reputação da suinocultura sul-mato-grossense.


Segundo Flávia Tayama, diretora de Responsabilidade Corporativa Latam da Cargill, o projeto demonstra como a sustentabilidade pode ser integrada de forma prática ao agronegócio. “A sustentabilidade precisa gerar valor real para produtores e cooperativas. Projetos baseados em ciência e inovação aumentam a eficiência produtiva e fortalecem a competitividade do agro de forma responsável”, destaca.


Estruturado a partir de um diagnóstico técnico realizado em 2024, o Projeto Suinocultura de Baixo Carbono iniciou sua implementação em 2025, abrangendo 62 propriedades da região de São Gabriel do Oeste e entorno.


Com protocolos técnicos e governança estruturada, a iniciativa segue em execução ao longo de 2026, consolidando um modelo de produção ambientalmente responsável, produtivo e economicamente viável.


Sobre a Cooperativa


Fundada em 1993, a COOASGO reúne mais de 1.000 cooperados e cerca de 460 colaboradores, com atuação nas áreas de suinocultura, industrialização, insumos agrícolas, cereais, varejo e serviços.


A cooperativa envia para o abate anualmente mais de 800 mil suínos, consolidando-se como uma das principais referências do agronegócio em Mato Grosso do Sul, aliando produção, gestão e sustentabilidade.

 

Aline Oliveira

Consultora de Comunicação

 
 
 

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